segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O QUE EU QUERO?

Minha utopia

Casa própria:

Um loft, numa cidade grande, pode ser São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Barcelona ou em todos.
Lindo, dois andares, quase vazio, móveis conceituais e muita arte, quadros e esculturas.
No andar de cima um quarto e um escritório.
Trabalharei em casa, no escritório estantes de livros de arte e relacionados ao meu trabalho, um divã e a mesa.
No quarto só a cama e abajures, com uma parede de janelas de vidro onde entrará todo o sol da manhã nos verões.
Nos mesmos verões que acordarei com o calor do sol das 9, com o cheiro veranil das manhãs ensolaradas, entre meus lençóis de seda.
Quando nas manhãs mais frias ainda embaixo dos cobertores e edredons terei café da manhã servido (quem serivirá já é assunto para outro post...) na cama (e servirei também, por que não?), com direito a suco de laranja e torradinhas com requeijão.
Quarto esse que espero ser bem usado.
No andar de baixo, quero uma tv gigante e sofás confortáveis e bonitos. Concreto aparente nas áreas perto "da sala".
Quero um espaço livre para as artes, seja música, pintura, escultura, fotografia. Resumindo: um mini estúdio de alguma coisa.
A cozinha, a cozinha tem que ser grande, com louças bonitas. E uma máquina lava-louças é bem vinda.
Com um padrão de cores Mondrian gosto do branco, preto, vermelho, azul e amarelo.
Tudo muito simples, claro, com decoração mínima mas de bom gosto.

Ahhh, e a diarista vai duas vezes por semana limpar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

EU x PUTA


Estava eu , tranquila esperando meu ônibus no ponto, numa movimentada avenida da cidade,até que então aparece uma prostituta,de um metro e meio, com aquele cabelo loiro palha, era uma puta pobre. Até aí normal, mas ela resolve fazer dos arredores do ponto de ônibus seu ponto de venda, começa se insinuando para os frentistas do posto na frente do ponto de ônibus,isso na calçada. Por uma iluminação chapada a mulher resolve ir para o meio da avenida, entre carros e caminhões, fica ela na faixa central, rebolando, descendo até o chão, lambendo os dedos e passando a mão pelo corpo, os frentistas começaram a assobiar,é claro que eles estavam zoando com a figura, eles riam.

Até que de repente ela olha pra mim, e eu estou rindo,inevitável não rir diante do fato que se passava, mas na realidade estava rindo mais do que minha amiga havia falado do que propriamente da puta. Mas a diva resolve achar que to rindo dela, então ela volta pra calçada, uns 30 metros de distância de mim, e começa a falar coisas se dirigindo a minha pessoa, coisas que infelizmente eu não conseguia ouvir e continuava a rir descaradamente. A distância, ela faz um gesto, me mandando tomar no c*, e eu ri,ainda era inevitável, e ela ia ficando cada vez mais puta da cara (e do resto), até que ela faz o gesto de "vou te dar porrada" e eu respondi com o famoso gesto "podevirbeibê" (aquele com a mão em horizontal e em direção a pessoa que é chamada, movendo os dedos em sua direção), e ela continuava puta, falando coisas que eu ,por mais que tentasse, não conseguia ouvir, fazendo todos os gestos que ela conhecia e ainda rebolando pra quem passava. Eu continuei falando pra ela vir, que eu estava pronta pra bater (o que era uma mentira, eu nunca dei um soco se quer na vida), mas aguentava com a pose...

Ela não teve a coragem de vir, e eu tive que pegar meu ônibus...

Desde aquele dia ela fez daquele seu ponto e sempre quando passo de carro pelos arredores, lá está ela, as vezes mais comportada, as vezes rebolando pela vida....

*E até hoje não sei se é ela ou ele...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

As duas Certezas

"Quanto mais medito na capacidade que temos de nos enganar, mais se esvai entre os dedos lassos, a areia fina das certezas desfeitas". Fernando Pessoa.

São nesses momentos de crises de choro e desespero, sem saber se estou mesmo fazendo a coisa certa para o futuro, que eu acordo, e me pergunto: o que estou fazendo aqui?
O que devo fazer? Ficar?
E os meus sonhos?
Será que devo tentar?
Será bonito isso que eu imagino?
Ou será um sentimento promíscuo, nojento e desonesto?
Apenas sei que tudo isso que vivi, as promessas, as mentiras, as verdades, as fantasias, foi maravilhoso. De algum jeito foi perfeito.
E foi perfeito porque tudo isso está muito longe de mim.
Eu poderia ficar, quieta e acomodada, com a certeza que tudo dará certo... Aqui.
o problema é que não sei se quero mesmo essa certeza.
Prefiro esperar agora enquanto não é a hora e no momento certo arriscar, é esta
a outra certeza, que eu luto para que um dia seja verdadeira.
Quero tentar o que é julgado o errado, o incerto, mesmo sabendo que talvez as chances sejam mínimas.
Cometer uma loucura, nem que seja, pelo menos uma vez na vida.
Se eu não for, vou morrer na certeza que eu já conheço.
E quero conhecer minha outra certeza, e enfim a verdade desta certeza incerta, o meu outro eu.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A vida como ela foi...

A vida como ela foi, como ela será e claro como ela é...

Todas as verdades absolutas, de pontos de vistas diferentes....